Imagem, escritura y visibilidade na cartografia renascentista
Mini curso de Pós graduação, programa de História Social, USP
Professora Dra. Carla Mariana Lois
(Universidade de Buenos Aires)
Datas: 17,19 e 20 de Agosto, das 10:00 às 13:00
Créditos: 2
CONTEÚDO:
Introducción
Imagen, escritura y visibilidad en la cartografía renacentista
1. La geografía heredada de los libros clásicos: un mundo de aguas y tierras.
1. 1. La cosmografía en imágenes
1. 2. La inercia de los conceptos de equilibrio y armonía
2. La expansión de las tierras conocidas
2. 1. Cartografías de la expansión: la escritura cartográfica como praxis política
2. 2. La invención del Océano Atlántico: el océano que creó el mundo de la expansión ibérica
3. La expansión de las tierras desconocidas
3. 1. Terrae incognitae: los desafíos de las geografías imaginarias
3. 2. El continente austral: la necesidad de recuperar el equilibrio perdido
BIBLIOGRAFIA
LOIS, Carla, “América quarta pars: isla o continente? El debate conceptual sobre el estatus geográfico del Nuevo Mundo en el siglo XVI”, Fronteras de la Historia, n° 13, v. 2, 2008. PDF
LOIS, Carla, “From Mare Tenebrorum to Atlantic Ocean”, International Seminar on the History of the Atlantic World, 155-1825, Harvard, 2009. PDF
EDNEY, Matthew, “Putting “Cartography” into the History of Cartography: Arthur H. Robinson, David Woodward, and the Creation of a Discipline”, Cartographc Perspectives, 51, 14-29, 2005. PDF
PADRÓN, Ricardo, “Mapping Plus Ultra: Cartography, Space, and Hispanic Modernity”, Representations, n° 79, 2002. PDF
WRIGHT, John, “Terrae Incognitae: The Place of the Imagination in Geography”, Annals of the Association of American Geographers, v. 37, n° 1, 1947. PDF
Coletando dados para a Biblioteca Digital de Cartografia Histórica
Material da apresentação feita o 9 de outubro de 2008 na disciplina História da Cultura I – Oficinas de Cartografia Histórica, por:
Rogerio Toshiaki Kondo
do
Centro de Informática de São Carlos
BASE DE DADOS – Catálogo digital de Cartografia Histórica
Formulário para Cadastramento
| Título do mapa | 245 | título na língua original |
| Autor | 100 | cartógrafo responsável |
| Outros Autores | 110 | desenhador, gravador, aquarelador |
| Editora ou editor | ||
| Ano de Edição do Mapa | ||
| Local de Edição do Mapa | ||
| Título da Obra em que o mapa foi publicado | ||
| Editor responsável | ||
| Local de Edição da Obra | 250 | |
| Ano de Edição da Obra | 260 | |
| Línguas | ||
| Desc. Física do mapa original | 300 | em centímetros |
| Técnica de Impressão | xilogravura, gravação em cobre, litogravura | |
| Suporte material | papel, pergaminho, madeira | |
| Cor | ||
| Dados Geográficos | Latitudes e coordenadas | |
| Escalas | ||
| Rosa dos Ventos | ||
| Tipo de projeção | ||
| Notas Gerais | 500 | |
| Área Cobertura geográfica: | ||
| Informações escritas: | ||
| Informações iconográficas | ||
| Convenções e Legendas | ||
| Assunto | 650 | Tipologia: uso e função |
| Cartobibliografia | 651 | Citações Bibliográficas |
| Locais de Acesso eletrônico |
Clique aqui para baixar a ficha em .doc
Alguns recursos Web para a História da Cartografia
PORTAIS
GRANDES COLEÇÕES DE MAPAS DIGITAIS ON-LINE (Universidades e Bibliotecas)
COLECIONISTAS
A HISTORIA DA CARTOGRAFIA NA BLOGOSFERA
BIBLIOGRAFIA
(Para usar estas bases fora da USP clique aqui)
Alunos da disciplina Oficinas de cartografia histórica: escolha dos mapas
Caros alunos,
Entrem aqui e escolham os mapas que quiserem:
Depois que tiverem escolhido por favor avisem por email, informando os nomes da dupla e o nome do arquivo do mapa escolhido (que está nas informações da foto e é do tipo “A00000234.JPG”), para deixar registrado.
Por favor, repassem essa informação aos colegas.
Os Imperios Modernos na cartografia
O LECH vem promovendo diversas atividades acadêmicas com o objetivo de estimular o uso crítico e interdisciplinar das fontes cartográficas e, mais especificamente, de articular o problema da expansão imperial à difusão das práticas de produção, circulação e consumo dos mapas entre os séculos XVI e XIX. Nesse âmbito, os documentos cartográficos apresentam-se como uma fonte documental privilegiada para análise da questão imperial e colonial em suas múltiplas facetas.
As atividades realizadas complementam-se e integram-se aos objetivos das quatro linhas de pesquisa propostas pelo Projeto Temático. Os mapas produzidos no contexto da expansão européia nos remetem a um conjunto de problemas diretamente relacionados à necessidade de enquadramento político, econômico e demográfico dos territórios e populações coloniais, assim como, também, aos desafios de legitimação da soberania externa das metrópoles ibéricas em concorrência permanente com as demais potências ultramarinas.
Se é verdade que o conhecimento da geografia para fins de comércio, guerra e diplomacia foi essencial para a expansão dos impérios, também é relevante destacar que os mapas (sobretudo os impressos), além de terem sido instrumentos para conquista de novos territórios e populações, constituíram importantes suportes da cultura imperial européia.
De parceiros fiéis dos portugueses e súditos do Império espanhol, os holandeses converteram-se nos seus mais vorazes concorrentes ao longo do século XVII, opondo-se duramente ao monopólio comercial nos mares e terras ocupadas pelos ibéricos. Neste contexto, a cartografia impressa holandesa nasce comprometida com a propaganda dos sucessos e conquistas das rotas comerciais e zonas produtoras de matéria-prima, alcançados pelas Companhias das Índias Orientais e Ocidentais. Como é sabido, alguns dos mais importantes mapas da América portuguesa impressos pelas casas editoriais holandesas foram elaborados a partir das matrizes compostas pelos cartógrafos portugueses. Também os holandeses procuraram preservar sua informação privilegiada. Nem todos os mapas manuscritos preparados pelos cartógrafos da Companhia das Índias chegaram a ser gravados e impressos, conservando-se como versões manuscritas até os nossos dias.
De outra parte, os mapas impressos e aquarelados, destinados via de regra ao consumo ostentatório, ganharam enorme prestígio e valor comercial entre diplomatas, cortesãos, colecionadores, viajantes e mercadores, transformando-se em verdadeiros suportes e veículos da imaginação imperial. A historiografia contemporânea tem chamado a atenção para o fato de que os mapas produzidos na época moderna apresentam-se, não só, como parte do fenômeno de ocidentalização das sociedades americanas, mas também, como uma evidência inequívoca do processo de americanização da sensibilidade cultural européia. Como suportes materiais da expansão, eles tornaram a realidade colonial tangível ao público europeu. Assim, a cartografia impressa teve um lugar importante na formação da cultura política imperial européia.
Enfim, tais exemplos nos permitem avaliar as diversas imbricações que esse campo de estudos apresenta. Na mesma direção, devem-se considerar as articulações entre as práticas editoriais desenvolvidas nos centros além-Pirineus e a precoce institucionalização da produção cartográfica nos Estados ibéricos.
Até que ponto o estudo da cartografia nos permite compreender esse aspecto crucial do processo de expansão imperial, qual seja, a formação de um quadro de instituições responsáveis pela produção e reprodução social do conhecimento geográfico, político e demográfico? Em que medida a formação de uma cultura profissional especializada (constituída por cosmógrafos, matemáticos, astrônomos e engenheiros militares) foi fundamental para a construção do edifício imperial? Como lidar com o aspecto cosmopolita das redes de conhecimento que vazavam constantemente as fronteiras imperiais, as lealdades dinásticas e fidelidades religiosas? Estas são algumas das questões propostas pelas investigações que estão sendo realizadas pelo nosso grupo de pesquisadores.

